APROVADO! De nossa autoria, projeto visa garantir tratamento contra trombofilia

Aprovado em 2º turno, o PL 683/18, de nossa autoria, recebeu o nome de Lei Santiago Lucas. O nome foi dado em homenagem à mãe que perdeu seu filho na oitava semana de gestação e, somente depois de muita investigação, descobriu que o motivo era a trombofilia, patologia que acomete gestantes e que forma coágulos, os que podem causar problemas como a trombose venosa profunda (TVP) ou embolia pulmonar. A doença pode ser hereditária ou adquirida e várias mulheres que sofreram com aborto, morte do bebê e pré-eclâmpsia na gestação, tiveram alguma forma de trombofilia.

Caso a proposição seja sancionada pelo prefeito, as mulheres atendidas na rede pública de saúde passam a ter o direito ao exame genético que detecta a trombofilia e ao respectivo tratamento, sempre que houver recomendação médica. Nosso objetivo é que não tenha mais mães saindo da maternidade com as marcas no corpo e sem os filhos no colo por causa da trombofilia. Em plenário agradeci e li o relato da dona Roseli, avó de Santiago Lucas. En 2017, na última consulta antes do parto, a filha de Roseli foi surpreendida pelos médicos que disseram que seu filho não tinha batimentos cardíacos. Depois do ocorrido, uma investigação teve início e ao final de alguns meses descobriu-se que a trombofilia era a causa da interrupção da gestação. Ao ter nos contado o triste relato, decidimos criar o projeto para que outras mulheres não vivessem mais a mesma história. A aprovação da lei em BH será um grande avanço para a saúde.

2 comentários

  1. Responder

    Muito obrigado pela atenção e carinho, precisamos de pessoas assim como vc, aguardo contato!

    • Deize lourenci em 23 de julho de 2020 às 01:09

    Responder

    Parabéns pelo projeto, infelizmente minha história é a mesma sou portadora de deficiência na proteína S e trombofilia genética , tive muitas dificuldades na gestação, abortos, restrições laborais e carrego comigo reflexos que só quem tem a doença sabe. Além disso temos que encarar uma sociedade que desconhece o potencial severo da doença sem a compreensão devida, achando que se trata apenas como algo banal, tipo como uma simples dor na perna. Acredito que esta luta deve prosseguir conscientizando sobre a severidade que a doença merece! Abraço

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